Para agências de marketing
A verba do seu cliente atravessa você. E isso custa.
Uma agência não é cliente de banco porque tem conta PJ — disso qualquer banco cuida. É cliente porque o dinheiro de mídia de dezenas de anunciantes passa por ela, financeira ou fiscalmente, e porque o limite da operação inteira acaba sendo o CNPJ dela.
Em cima, a verba atravessa o caixa e a nota da agência.
Embaixo, ela vai direto — a agência opera sem custodiar.
Por quê
Dois modelos, e os dois cobram de você.
Nas conversas que tivemos com agências, o adiantamento no cartão próprio não é o modelo dominante que se imagina. Dois arranjos aparecem — e nenhum deles é de graça.
1 · Pré-pago por boleto
O cliente paga antes e o saldo é carregado na plataforma. O risco de caixa sai da agência — mas o atrito vira o prazo entre o cliente pagar e o saldo aparecer. E quando o boleto atrasa, quem decide se a campanha para é você, com o cliente ligando.
2 · Nota com a mídia embutida
Você fatura o cliente com a mídia dentro e carrega o saldo na conta dele. O dinheiro não passa financeiramente pela agência — mas passa fiscalmente. Se isso gera carga tributária sobre valor que você apenas repassa, é dinheiro real saindo do seu bolso todo mês.
Nos dois arranjos, o trânsito da verba é seu problema — de caixa, de imposto ou de limite. O desenho da Verba elimina o trânsito em vez de financiá-lo.
O desenho
A conta é do anunciante. A operação é sua.
Cada anunciante abre a própria conta, com o próprio CNPJ e o próprio KYB, e delega a operação à agência por mandato eletrônico — com consentimento logado, teto por ciclo, destinos autorizados, validade e revogação a qualquer momento. O seu fee é cobrado por autorização recorrente dada pelo titular, nunca disparada por você.
- Você para de adiantar mídia no cartão próprio. A capacidade de gasto de cada cliente deixa de depender do limite do seu CNPJ.
- A verba não entra na sua nota. O que você fatura volta a ser o seu serviço.
- Uma negociação abre dezenas de contas. A conversa para fechar uma agência é tão longa quanto a de fechar um anunciante — e rende dezenas de contas em vez de uma.
- Se o cliente troca de agência, ele não perde nada. A conta sempre foi dele, o que remove a maior objeção da mesa na hora de propor.
Não existe conta-bolsão: a Resolução Conjunta CMN/BCB nº 16/2025 e a Resolução BCB nº 518/2025 vedam uma entidade movimentar recursos de terceiros na própria conta, e contratos existentes têm até 31/12/2026 para se adequar. Isso proíbe subconta da agência guardando verba de cliente e proíbe roteamento automático de percentual do depósito. Não desenhamos em volta dessa regra — desenhamos a partir dela.
Quando algo é recusado
A recusa diz o nível e diz quem resolve.
Operando conta de terceiro, “negada” não basta: você precisa saber para quem ligar. Toda autorização passa por cinco níveis, na ordem. O primeiro que reprova encerra — e é ele que aparece na recusa.
O nível 3 é o único que falha deixando passar.
Falta de lastro sempre para; indisponibilidade nossa nunca para a mídia do seu cliente.
O que ninguém prototipa
Congelamento, revogação e saída.
O que os clientes de qualquer conta digital elogiam é a entrada e o uso diário. O que eles odeiam é o congelamento, a disputa e a saída — os três estados que quase ninguém desenha. Sob delegação o risco é maior, porque a conta congelada é de um cliente seu.
Conta sob análise
Um aviso no topo diz desde quando, qual a previsão de conclusão, o que continua funcionando e o que está bloqueado, item a item. Mesmo quando o motivo não pode ser revelado por prevenção à lavagem, o prazo e o próximo passo podem. E a frase obrigatória: sua agência já foi avisada e vê este mesmo aviso — você não vai descobrir por ela, nem ela por você.
Mandato revogado
Os cartões param na hora. O saldo permanece com o titular: nada é devolvido nem retido, porque a conta sempre foi dele. Sem essa frase na confirmação, revogar parece perigoso e a estrutura inteira parece armadilha.
Encerramento
O saldo volta por PIX para conta de mesma titularidade, com comprovante, antes de o encerramento efetivar. Nenhuma política aparece só no conflito: piso, mínimo, limiar e prazo estão no contrato e visíveis na tela no momento em que mordem.
Uma plataforma, três peças
Tudo o que sai da sua conta, num lugar só.
As três funcionam juntas de propósito: a conta guarda, o cartão gasta e o painel diz se valeu. Separadas, cada uma vira mais uma ferramenta na sua lista.
Real e dólar, mesma altura
Recebe de plataforma e PIX em real, e do exterior por ACH, wire e SWIFT em dólar. As duas contas nunca são somadas numa linha só.
Como funciona → CartãoUm cartão por destino de gasto
Dois físicos da empresa, um por jurisdição, e um virtual para cada lugar onde o dinheiro sai. A moeda vem de quem emite a fatura.
Ver os cartões → PainelA resposta se voltou
Saiu da conta contra a plataforma diz, com faixa quando o dado é incompleto e freio automático quando a campanha para de se pagar.
Ver o painel →Preço
O que já está decidido, e o que não está.
Decidido
- Uma assinatura pelo software. O preço precisa se justificar pelo software sozinho — se só fechasse contando a receita do cartão, estaria errado.
- O câmbio custa o spread embutido na cotação, como em qualquer banco, e você vê o custo efetivo por dólar antes de confirmar.
- O IOF aparece separado e inteiro, porque é imposto e não é nosso.
- Nada de tarifa que aparece só no conflito. Piso, mínimo, limiar e prazo ficam no contrato e visíveis na tela no momento em que mordem.
Ainda não
- O valor da assinatura e as faixas.
- Se haverá devolução sobre o gasto no cartão — a conta fecha, mas a decisão não está tomada, e anunciar cashback americano no Brasil quebraria a empresa.
- Se o saldo será remunerado. Saldo rendendo compete com o que banca o resto; a inclinação é deixar a escolha explícita para você, não cobrar em silêncio.
IOF de 3,5% para a natureza “importação de serviço”, alíquota vigente em 2026. A faixa de 4% a 9% é referência de mercado para cartão internacional e remessa. O custo da Verba depende do contrato com a instituição autorizada e será publicado, com número, antes da abertura.
Perguntas de agência